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Calcaza
ImpostosAtualizado: 11 de junho de 2026

Redação e revisão: Equipe Editorial da Calcaza

Calculadora de Pró-labore 2026

Veja quanto sobra do pró-labore do sócio depois dos descontos. Informe o valor bruto e a calculadora estima o INSS (11% ou 20%, limitado ao teto) e o IRRF de 2026, mostrando o líquido no mês.

Calculadora

Dados

R$

11% é o caso geral, quando a empresa recolhe a cota patronal de 20% à parte.

Dependentes para fins de Imposto de Renda (R$ 189,59 cada na base).

Resultado

Pró-labore líquido no mês

R$ 4.959,98

De um pró-labore bruto de R$ 6.000,00 por mês, já descontados INSS e IRRF.

Desconto de INSS

R$ 660,00

Alíquota de 11,00% sobre a base, limitada ao teto do INSS.

Desconto de IRRF

R$ 380,02

Base de cálculo: R$ 5.340,00.

Redutor de 2026

R$ 179,75

Aplicado na faixa de R$ 5.000 a R$ 7.350.

Carga efetiva (INSS + IRRF)

17,33%

Alíquota nominal da faixa de IR: 27,50%.

Estimativa dos descontos do próprio sócio com base no teto do INSS e na tabela de IRRF de 2026, com o redutor da Lei nº 15.270/2025. Não inclui a cota patronal de 20% que a empresa recolhe à parte, nem a distribuição de lucros (isenta de IR).

O que esta calculadora faz

Esta calculadora estima os descontos do próprio sócio sobre o pró-labore e quanto sobra líquido no mês. O pró-labore é a remuneração paga ao sócio ou administrador que trabalha na empresa — é o pagamento pelo trabalho dele na gestão do negócio, e não pelo capital investido. Sobre esse valor incidem dois descontos: a contribuição ao INSS (o sócio é contribuinte individual) e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

Você informa o pró-labore bruto, o regime de INSS e os dependentes; a calculadora mostra o INSS, o IRRF, o redutor de 2026 e o pró-labore líquido em destaque. O resultado é uma estimativa dos descontos do sócio. Ele não inclui a cota patronal de 20% que a empresa recolhe à parte, nem a distribuição de lucros.

A fórmula e de onde vêm as alíquotas

O cálculo segue três etapas, com valores oficiais de 2026:

  1. INSS do sócio. Como contribuinte individual, o sócio tem 11% descontados do pró-labore no caso geral, quando a empresa também recolhe a cota patronal de 20% à parte. Esse desconto incide sobre uma base limitada ao teto do INSS de 2026, R$ 8.475,55 — ou seja, a contribuição máxima do sócio é de R$ 932,31 (11% × 8.475,55). Quando não há cota patronal e o contribuinte recolhe por conta própria, a alíquota é de 20%, também limitada ao teto (máximo de R$ 1.695,11). A regra está na página do INSS (Lei nº 8.212/91, art. 21).

  2. IRRF. Sobre o pró-labore aplica-se a tabela mensal do Imposto de Renda de 2026 da Receita Federal, depois de descontar o INSS e a dedução de R$ 189,59 por dependente. A base do IRRF é pró-labore − INSS − dependentes × 189,59, e o imposto da faixa é base × alíquota − parcela a deduzir.

  3. Redutor de 2026. Pela Lei nº 15.270/2025, quem recebe pró-labore bruto de até R$ 5.000 por mês fica isento de IRRF. Entre R$ 5.000 e R$ 7.350, um redutor (978,62 − 0,133145 × pró-labore) diminui o imposto; acima de R$ 7.350 vale a tabela cheia.

O pró-labore líquido é, então, pró-labore − INSS − IRRF.

Como preencher os campos

  • Pró-labore bruto mensal: o valor cheio definido para a remuneração do sócio, antes dos descontos.
  • Regime de INSS do sócio: escolha 11% se a empresa recolhe a cota patronal de 20% à parte (caso geral de sociedade que recolhe o patronal); escolha 20% se o contribuinte individual recolhe por conta própria, sem cota patronal.
  • Número de dependentes: quantos você declara para fins de Imposto de Renda. Cada dependente reduz a base do IRRF em R$ 189,59.

Exemplos práticos

1. Pró-labore de R$ 6.000, 11%, sem dependentes. O INSS é de R$ 660 (11% × 6.000). A base do IRRF fica em R$ 5.340; o imposto pela tabela seria de cerca de R$ 559,77, e o redutor de aproximadamente R$ 179,75 reduz o IRRF para perto de R$ 380,02. O líquido fica em torno de R$ 4.959,98.

2. Pró-labore de R$ 4.000, 11%, sem dependentes. O INSS é de R$ 440. Embora a tabela apontasse imposto, como o bruto é menor que R$ 5.000 a isenção de 2026 zera o IRRF. Sobra apenas o INSS, e o líquido é de R$ 3.560.

3. Pró-labore de R$ 10.000, 11%, sem dependentes. Aqui o INSS trava no teto: o desconto é de R$ 932,31 (e não 11% × 10.000). Acima de R$ 7.350 não há redutor, então o IRRF segue a tabela cheia e fica em torno de R$ 1.584,88, com líquido próximo de R$ 7.482,81.

4. Pró-labore de R$ 5.000, regime de 20%, sem dependentes. Sem cota patronal, o INSS é de R$ 1.000 (20% × 5.000). Como o bruto não passa de R$ 5.000, o IRRF fica isento, e o líquido é de R$ 4.000.

Erros comuns

  • Confundir pró-labore com distribuição de lucros. O pró-labore remunera o trabalho do sócio e sofre INSS e IRRF; a distribuição de lucros remunera o capital e, com contabilidade regular, costuma ser isenta de Imposto de Renda e sem INSS. São coisas diferentes no holerite do sócio.
  • Esquecer o teto do INSS. A contribuição do sócio não cresce indefinidamente: a base do INSS para no teto de R$ 8.475,55, então o desconto máximo é de R$ 932,31 no regime de 11%.
  • Misturar a cota patronal com o desconto do sócio. Os 20% patronais são um custo da empresa, recolhido à parte, e não saem do valor que o sócio recebe. Esta calculadora foca só nos descontos do próprio sócio.
  • Achar que a isenção do IR zera o INSS. A isenção e o redutor de 2026 valem apenas para o IRRF. O INSS continua sendo descontado normalmente.

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Aviso

Esta é uma estimativa educativa baseada no teto do INSS e na tabela de IRRF de 2026 e pode não refletir situações específicas. A definição do valor do pró-labore, do regime de contribuição e da combinação com a distribuição de lucros deve ser feita com o seu contador, conforme a Receita Federal e o INSS.

Perguntas frequentes

As dúvidas mais comuns sobre como a calculadora funciona e de onde vêm os números.

Publicado: 10 de junho de 2026 · Atualizado: 11 de junho de 2026

Os valores exibidos são estimativas baseadas em tabelas e tarifas públicas e podem diferir da sua situação real.

Esta calculadora oferece estimativas gerais e não é consultoria tributária. As regras da Receita Federal e as tabelas mudam a cada ano. Antes de declarar ou pagar, confirme sua situação com um contador ou diretamente na Receita Federal.

A política editorial, os dados do operador e o calendário de atualização das fontes estão descritos napágina de metodologia.